Avaliação da qualidade da farinha de carne e ossos

mai 23rd, 2010 | By Ricardo Ribeiro | Category: Trabalhos e Estudos

farinha_grandeCom o objetivo de avaliar qualidade da Farinha de Carne e Ossos (FCO) produzida em Patos de Minas, realizou-se um experimento no período de janeiro a agosto de 2009, em uma indústria da cidade especializada na produção de farinha de carne e ossos. Avaliou-se 20 amostras FCO, sendo que 10 eram provenientes de matérias-prima com maior quantidade de ossos, e 10, oriundas de matéria-prima com maior quantidade de vísceras. As analises foram realizadas no laboratório da própria fábrica, localizado nas dependências da empresa, de acordo com as metodologias propostas no Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal. Foram analisados os valores de cálcio, fósforo, proteínas, umidade, extrato etéreo, acidez NaOH e peróxido. A farinha de carne e ossos produzida a partir de matéria-prima com maiores proporções de vísceras apresenta 4,91% a mais de proteína quando comparada com a FCO proveniente de matérias-primas com maior quantidades de osso.

INTRODUÇÃO

Alguns alimentos apresentam pouca variação no seu valor nutricional; em contrapartida, outros não mostram padronização, apresentando grande variação em seus valores nutricionais (BRUMANO, 2005). Este fato se deve à diferença existente na composição da matéria-prima e no processamento pelo qual passam esses produtos (ROSTAGNO, 1990).
A farinha de carne e ossos (FCO), subproduto de frigoríficos, tem tido sua produção incrementada nos últimos anos, devido ao aumento da produção pecuária. Entre os subprodutos de abatedouros e frigoríficos, a farinha de carne e ossos é a principal.
Segundo o Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal, a Farinha de Carne e Ossos é um ingrediente produzido por graxarias ou frigoríficos, sendo um subproduto da extração de gorduras a partir de ossos e outros tecidos da carcaça de animais (bovinos, suínos, ovinos, caprinos, eqüinos, bubalinos, etc) não aproveitadas para consumo humano. Este material é moído, cozido, prensado para extração da gordura e novamente moído. Não deve conter matérias estranhas à sua composição, sangue, cascos, unhas, chifres, pêlos e conteúdo estomacal, a não ser, os obtidos involuntariamente dentro dos princípios de boas práticas de fabricação e o cálcio não deve exceder a 2,5 vezes o nível de fósforo.
A maior ou menor participação de restos de carne em relação ao conteúdo de ossos gera diversos tipos de farinhas de carne e ossos, que são diferentes entre si em valor nutricional e econômico. Também podem ocorrer fraudes e adulterações nas farinhas de carne e ossos, tais como a aplicação de calcário, para reduzir a acidez, a inclusão de raspa de couro ou uréia, para elevar a proteína bruta (SATORELLI, 1998).
Quando produzida em frigoríficos, normalmente são utilizados como matéria-prima, resíduos da desossa completa dos animais abatidos, e o tempo entre o abate e o processamento da farinha pode ser controlado, bem como as condições de estocagem do resíduo das carcaças até o momento de seu processamento. Quando produzida por graxarias, normalmente são utilizados como matéria prima, resíduos de carcaças de animais coletados em açougues, frigoríficos, etc. Neste caso, não há controle das condições de estocagem do resíduo das carcaças até o momento de seu processamento (BRASIL, 2005).
Desde modo, objetivou-se, neste trabalho, avaliar a qualidade da Farinha de Carne e Ossos produzida em Patos de Minas, MG, sendo uma proveniente de diferentes tipos de matéria-prima.

Veja o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do zootecnista Daniel Moreira Vilaça.

Download trabalho completo: Avaliação da qualidade da farinha de carne (637)

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